sexta-feira, 25 de junho de 2010

Estamos de volta!


A última postagem que fiz, escrevi de um dos computadores da Biblioteca Central da PUCRS.
Estava desde a semana passada sem pc...
Agora aposentei aquela antiga máquina de escrever e estou com uma máquina nova!

Saudades de postar aqui... Tantas coisas acontecendo... Meu quarto tava uma bagunça; um dia cheguei em casa e a mãe havia limpado tudo! Joguei tudo no chão denovo e berrei: "Meu quarto representa como está minha vida! Então não cabe a ti tentar organizá-la..."
Sim, eu estava nervoso. Mas ontem eu mesmo arrumei meu quarto (mas só o quarto).

Ah, final de semestre... Provas já passaram, acho que pegarei G2 em FELP2, hoje tem que entregar um trabalho pra vó Leci, segunda uma apresentação para a MT sobre Gargântua e Pantagruel (Rabelais) e quarta apresentarei meus planos de aula em TI (Dica do Cancioneiro).

Amanhã acho que posto algo mais interessante. E acho que vou parar de escrever sobre meus sentimentos... Coisas sem valor não precisam ser expostas...

Parabéns:
19.05 - Dessão
20.05 - Ricardo (PUCRS)
22.05 - Pai e Nandinha
23.05 - César
27.05 - Afi Carol e Thalita Dino
28.05 - Will (PUCRS)
01.06 - Jussa e Nina (SNST)
02.06 - Khrystian
04.06 - Larissa chatinha
05.06 - Déia e Thomas (SVP)
08.06 - Anny
11.06 - Ana Midori
13.06 - Rafa Nunes
16.06 - Celso Sisto
17.06 - Danny Love e Mattarollo
18.06 - Marco (NSC)
22.06 - Búba e Dunga (NSS)
23.06 - Mari Coelho
25.06 - Tia Dila, Dudu (Vica) e Larissa (vizinha)

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Pequena ficção da vida real...

Noite fria, chuva fina e ela a esperar a condução para ir embora.
Ela estava muda, esperando que ele falasse. Mas ele não conseguia. Tentou duas ou três vezes, mas as palavras não saiam. Ele precisava falar, pois já lhe havia entregue a carta em papel azul. Se ele não falasse, a carta não teria muito sentido.
Não era para ele se apaixonar, ela já o tinha avisado. Mas não se manda no coração (esse coitado que leva a culpa por causa da dopamina, da feniletinamina e da ocitocina (química, né)).
Será que era o fim? Ele não queria que fosse. Ele disse que queria pedir algo. O ônibus se aproximava e ela se preparou para sair.
Ele a puxou para si e quis beijá-la. Ela recuou.
"Eu queria te pedir um beijo". "Hoje não", foi a resposta. E dizendo isso, ela o deixava.
Hoje não, mas então quando?
Enquanto ela partia pelos caminhos da incerteza, ele se via ajoelhado em frente a Igreja Matriz, implorando por seu futuro. Ele tinha dois caminhos, e rezava para que fosse o do seminário, pois o caminho contrário era um dos leitos no São Pedro (grande desvio para aqueles que, como ele, tinham o caminho do amor interditado, em obras... obras que só deixavam buracos e construções mal-acabadas).

Guilherme S. Teixeira

terça-feira, 8 de junho de 2010

domingo, 6 de junho de 2010

Utopia


A Gatha me perguntou se eu estava bem. Ela disse que ultimamente minhas postagens estavam meio nostalgicas... Nostalgia para quem não sabe é "uma sensação de saudades de um tempo vivido, frequentemente idealizado e irreal". Ou seja, em termos diretos: sentir saudade de algo que nunca se teve.

Será que estou vivendo nessa utopia, nesse não-lugar??? O medo me persegue! Não sinto medo de me ferrar, mas de desistir do Amor. Nesse exato momento, meu desejo é de esperar, deixar o tempo passar e nos unir. Mas aí entra o medo: até quando conseguirei esperar?
Não sinto medo de quanto tempo esperar, se vai demorar ou não, sinto medo de o quanto suportarei. O "para sempre" não é para sempre sem certos requisitos.

E ainda tenho esperança de não estar vivendo esse sonho sozinho...

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Vem...


... segura a minha mão e vamos embora daqui! Para um lugar onde não há dor, só há amor...


Idiota! Acorda, Teixeira. Vais ficar aqui até tu desistires das pessoas.


Mas não quero desistir. Ainda tenho esperança, ainda há pessoas boas nesse mundo...


Não! Humanos enganam uns aos outros.


Acredito no amor, sigo o meu coração e se você seguir o seu, acreditará também!

[silêncio]

(conversa minha comigo mesmo)


terça-feira, 1 de junho de 2010

Memórias de Emília


"A vida, senhor Visconde, é um pisca-pisca. A gente nasce, isto é, começa a piscar. Quem para de piscar, chegou ao fim, morreu. Piscar é abrir e fechar os olhos – viver é isso. É um dorme-e-acorda, dorme-e-acorda, até que dorme e não acorda mais. A vida das gentes neste mundo, senhor sabugo, é isso. Um rosário de piscadas. Cada pisco é um dia. Pisca e mama. Pisca e anda. Pisca e brinca. Pisca e estuda. Pisca e ama. Pisca e cria filhos. Pisca e geme os reumatismos. Por fim, pisca pela última vez e morre. – E depois que morre? – perguntou o Visconde. – Depois que morre, vira hipótese. É ou não é?"

Monteiro Lobato


quinta-feira, 20 de maio de 2010

Anjo...


Somos todos anjos com uma asa só...



... e somente abraçados conseguiremos voar!

terça-feira, 18 de maio de 2010

"Você segue o seu coração?"



Sentado nessa cadeira quebrada, numa noite fria e sem graça, mateando e comendo o pé-de-moleque que ganhei de uma amiga querida, reflito sobre a vida, as pessoas, o universo e tudo o mais... Relembro o RIG - que estava renovador - e penso em como os momentos que nos puxam mais pra Deus são tão maravilhosos e tem gente que acha perda de tempo... No sábado teve o Rock&Poesia, várias bandas do pessoal da FALE e o grupo dos Contadores de História se apresentaram na PUCRS. Queria muito ter ido, me falaram que estava demais! Mas... eu não trocaria a adoração iluminada e restauradora que teve no RIG no sábado à noite! "Incendeia a minha alma, Senhor!"
"Tudo que é de mais, faz mal", me disseram. Concordo. Mas eu não quero largar o CLJ. Só largarei quando tiver certeza que todos lá conseguiram segurar a barra, que não é fácil. Mas Deus não nos prometeu facilidade e, sim, felicidade eterna! E acho que o dia da minha saída se aproxima, pois tudo está melhorando. Temos um Presidente melhor, um Pós mais puxado, um Pré mais animado, um Liturgia mais iluminado, um Estudo mais esforçado, um Ação mais ativo e um Folclore mais afinado. E é claro: tios dedicados!
Falando nos tios: Tio, obrigado pelas palavras lindas na capela com os pais e estou preparado para a vingança! xD E tia, muito obrigado pelas conversas e pelo bilhetinho ("Você segue o seu coração?"), quero poder ver a sra. sorrindo cada vez mais! Esse bilhetinho da tia, foi talvez o mais significativo de todo o reencontro, foi tipo um fechamento de tudo que vi e vivi lá dentro.
Obrigado, família SMG!


Parabéns:
19.04 - Joãozinha
23.04 - Isa Bele
30.04 - Tio Ricardo (SCar)
01.05 - Pequena (NSC)
05.05 - Sora Fabiene
07.05 - Andressa (PUCRS)
08.05 - Jussynha
09.05 - Brê Aguiar
10.05 - Mineira e primo Rafa
12.05 - Fábio e Mari (SNST)
16.05 - Bruno (SNST)

sexta-feira, 7 de maio de 2010

"Um país se faz com homens e livros" (Monteiro Lobato)

“O fator isolado mais importante que influencia a aprendizagem é aquilo que o aprendiz já conhece. Descubra o que ele sabe e baseie nisso os seus ensinamentos.”

David Ausubel

É assim que penso. Descobre o que o teu aluno gosta, o que atrai ele. E liga isso com o que tu quer ensinar pra ele, usa disso pra fazer ele gostar também da matéria.

Quero formar leitores. O que fazer? Claro: vou obrigá-los a ler Machado! ¬¬'

Óbivio que não! Primeiro tenho que achar um meio para que eles tomem gosto pela leitura. A maioria dos alunos se assusta com os clássicos porque não tem o hábito de ler. E eu digo que esse hábito não nasce só na escola, mas também em casa. Adoro Machado, Verissimo, Quintana e outros, porque desde pequeno minha mãe lia para mim, incentivava a minha leitura (não com esses autores, mas com contos de fadas e livros infantis). Aos 14 ou 15 anos já lia clássicos brasileiros e até alguns estrangeiros (lembro que estava lendo Shakespeare no ano que fiz 14 anos e não era leitura para a escola).

Esse incentivo deve ser crescente: mostre o livro, sua estrutura, gravuras e tal; comece por leituras que chamem a atenção deles (talvez use revistas, gibis e jornais); não pergunte o que o autor quis dizer com o texto, mas o que ele, o leitor, entendeu e achou; lance um desafio: escolher (de uma lista feita pelo professor) uma obra, lê-la e fazer uma associação com outras áreas de conhecimento ou expressar a leitura de uma forma artística (pintura, poesia, música, teatro).

Fazer primeiro o aluno gostar de ler e entender o que lê (como diria a Leci: 76% dos brasileiros são analfabetos funcionais, pois não entendem o que leem), depois apresentá-lo aos clássicos, aos cânones literários. Na minha opinião a Literatura é uma das únicas áreas (senão a única) que engloba todas as outras! Tudo, tudo mesmo, pode estar dentro da Literatura (representação de mundo). E ao contrário do que muita gente pensa, ela é sim muito importante para nossa formação (seja ela pessoal, profissional, social, etc), pois são visões de mundo diferentes que se abrem a nossa frente e nos transportam para épocas, lugares e situações (sejam elas reais ou fictícias) que com certeza acrescentam muita coisa em nossas vidas.


Coração bonito


Um jovem estava no centro da cidade, proclamando ter o coração mais belo da região. Uma multidão o cercou e todos admiraram o seu coração. Não havia marca ou qualquer outro defeito. Todos concordaram que aquele era o coração mais belo que já tinham visto. O jovem ficou muito orgulhoso por seu belo coração. De repente, um velho apareceu diante da multidão e disse:
- Por que o coração do jovem não é tão bonito quanto o meu?
A multidão e o jovem olharam para o coração do velho, que estava batendo com vigor, mas tinha muitas cicatrizes. Havia locais em que pedaços tinham sido removidos e outros tinham sido colocados no lugar, mas estes não encaixavam direito, causando muitas irregularidades. Em alguns pontos do coração, faltavam pedaços.
O jovem olhou para o coração do velho e disse:
- O senhor deve estar brincando... Compare nossos corações. O meu está perfeito, intacto e o seu é uma mistura de cicatrizes e buracos!
- Sim, disse o velho. Olhando, o seu coração parece perfeito, mas eu não trocaria o meu pelo seu. Veja, cada cicatriz representa uma pessoa para a qual eu dei o meu amor. Tirei um pedaço do meu coração e dei para cada uma dessas pessoas. Muitas delas deram-me também um pedaço do próprio coração para que eu colocasse no meu, mas, como os pedaços não eram exatamente iguais, há irregularidades. Mas eu as estimo, porque me fazem lembrar do amor que compartilhamos. Algumas vezes, dei pedaços do meu coração a quem não me retribuiu. Por isso, há buracos. Eles doem. Ficam abertos, lembrando-me do amor que senti por essas pessoas... Um dia espero que elas retribuam, preenchendo esse vazio. E aí, jovem? Agora você entende o que é a verdadeira beleza?
O jovem ficou calado e lágrimas escorriam pelo seu rosto. Ele aproximou-se do velho. Tirou um pedaço de seu perfeito e jovem coração e ofereceu ao velho, que retribuiu o gesto.
O jovem olhou para o seu coração, não mais perfeito como antes, mas mais belo que nunca. Os dois se abraçaram e saíram caminhando lado a lado.
Como deve ser triste passar a vida com o coração intacto.
Autor desconhecido

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Caminhos cruzados

Violão nas costas e chimarrão na mão, Thiago se dirigia até aquele prédio, no centro da cidade, para matear até o pôr-do-sol. Levou o violão, pois a vista do alto daquele lugar era inspiradora e certamente lhe ajudaria na nova composição, afinal fora ali que escrevera seu grande sucesso: Lá de cima, o pôr-do-sol. Caminhando pelas ruas, mania de olhar para o chão, Thiago encontra uma carteira de couro verde. Ao juntá-la percebe que está bem pesada e, curioso, abre-a. Há um relógio ali dentro que começou uma contagem assim que ele a abriu.



Salin viera para o Brasil há dois meses e instalara-se em uma cidade do Rio Grande do Sul. Ainda não sabia como cumpriria sua missão. “Arme! Estoure! Mate!” Bradava seu pai em sua memória. Passou o primeiro mês observando os costumes daquele povo, estranho para ele. Notou a curiosidade aguçada e a ganância. Já sabia o que fazer. Durante o mês seguinte preparou a bomba para o atentado. Ele era novo nesse assunto de terrorismo, mas aprendera com o pai como fazer bem feito. Assim, no dia escolhido, foi caminhando pelo centro da cidade. Em determinado ponto, perto do prédio Pôr-do-Sol, ele se abaixou fingindo amarrar o sapato e largou algo na calçada. Levantou-se e saiu apressadamente, entrou no primeiro ônibus que passava pela parada e se foi, deixando a carteira de couro verde para trás.

Guilherme S. Teixeira

terça-feira, 4 de maio de 2010

sábado, 1 de maio de 2010

Dindane!


Minha dinda é fodona e é Técnica em Enfermagem! Chupa essa manga!
Parabéns, dinda Duane!
Te amo!